O sorriso era um carinho antecipado que vinha vindo ali na esquina.
Serelepe, quase saltitante,
o sorriso.
Naïf.
Chegou em forma de desejo de aperto físico.
De mão, não, essa forma estava totalmente fora de cogitação. Não queremos ser nórdicos! Há balsas de Helsinki para Talinn. A cada 60 minutos.
Forçar uma intimidade? Não...
Os braços se entrelaçaram entendendo que era amor. Pergunta atrasada.
Tinha um beija-flor fictício no sorriso e ele parou no ar.
Quem mais ficou curiosa: as respirações dançando em louvores libertários de ar aqui e ali.
Estejam.
Ninguém calculou o tempo. Desconfiei que ele nem tava mais presente, tinha ido comprar uns cigarros.
Não ficar abraçados o máximo tempo possível seria forçar uma desintimidade!
Uma irresponsabilidade da natureza.
O beija flor aplaudiu. Parado no ar! Já viu beija flor parado no ar aplaudindo abraço? Nesse dia você viria.
Depois desse dia deram o nome de "abraço de parar o tempo".
Ele não tinha nem família, mas nesse dia ganhou sobrenome.
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