2020 não é um ano estranho,
é um exotismo temporal,
um posseiro da nossa paz interior,
um anti-cadáver da história.
Um delito divino,
uma prerrogativa do tempo.
Um anticristo,
um invejoso do juízo final.
Um telegrama da natureza.
Mas pode ser a abertura para o seu fim,
2020 é um antiviral para ele mesmo,
se aprendermos alguma coisa.
Coisa
qualquer
alguma
Se 2020 fosse uma
pessoa,
Quem ele seria?
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